Governadores preocupados com a composição do Conselho Federativo do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) querem que o tema seja resolvido já na votação da PEC da reforma tributária, e não por lei complementar, como está no texto original.

A maioria deles está convencida que deixar a discussão para depois da aprovação da reforma no Congresso só vai favorecer os estados do Sudeste.

Uma das soluções propostas, que contraria os interesses de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, leva em consideração que o Conselho tenha a mesma representação do Senado, com três representantes de cada estado, e não proporcional ao tamanho da população.

Outro ponto que governadores, especialmente do Norte e Nordeste, querem definir já é o valor do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional, idealizado para compensar as mudanças que acabam com os benefícios fiscais.

A previsão é que o fundo chegue a R$ 40 bilhões em 2033. Os governadores acham pouco, estimam algo em torno de R$ 75 bilhões. Na discussão sobre a distribuição dos recursos, estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste querem ser mais beneficiados em relação ao Sul e Sudeste. Esta é um dos mais antigos entraves à reforma.

Como o fundo terá recursos da União, a equipe técnica do Ministério da Fazenda teme que os valores sejam elevados.