O ministro da Justiça, Anderson Torres, trabalha para convencer o presidente Jair Bolsonaro a indicar Manoel Arruda Júnior para o cargo de superintendente-geral do Cade, o poderoso órgão de defesa da concorrência.

Manoel Arruda Júnior é assessor especial de Torres no MJ e foi seu número dois na Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. Além disso, é advogado, presidente do PSL no DF e integrou o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) de 2007 a 2015.

O mandato do atual presidente do Cade, Alexandre Barreto de Souza, acaba amanhã, segunda-feira 21 de junho, e ele tenta continuar na instituição como superintendente-geral, já que não pode ser reconduzido. Barreto tem o apoio do ministro Bruno Dantas do TCU. 

Para a presidência do Cade, o candidato favorito é o atual superintendente-geral Alexandre Cordeiro. Ele conta com o apoio de Ciro Nogueira, presidente do PP e de outros senadores da base governista.

A conselheira do Cade Paula Farani Azevedo também tenta ser indicada superintendente-geral.