Será o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o principal articular nesse primeiro momento da tentativa de Lula emplacar Guido Mantega na Vale. O ministro, inclusive, já começou a defender publicamente o petista.

A opção por Silveira não se deu somente pelo cargo que ocupa. Seria, segundo uma fonte petista, parte de uma estratégia de afastar o partido da indicação. Como se fosse possível dissociar Mantega de Lula.

Desde antes da posse, comenta-se que Lula tentaria colocar seu ex-ministro da Fazenda no comando da Vale. É este o posto que o PT quer e não uma cadeira no conselho de Administração da empresa. O atual CEO da Vale, Eduardo Bartolomeo, tem contrato até 31 de maio e deve ser comunicado com quatro meses de antecedência se será renovado ou não pelo conselho. Ele já disse que pretende dar continuidade ao trabalho.

Fracassada a ideia, entrará em campo o presidente da Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil), João Fukunaga, que também tem duas vagas no conselho de administração, para articular ao menos a ida de Mantega para o colegiado. O nome do petista precisará ser aprovado pelos demais acionistas.