O ex-presidente da Vale Murilo Ferreira tem buscado conselheiros da mineradora em meio à indefinição sobre a recondução ou não do CEO Eduardo Bartolomeo. Ferreira esteve à frente da companhia de 2011 a 2017 e tinha uma relação próxima com o governo Dilma Rousseff.
O nome do executivo voltou a circular diante da dificuldade da gestão Lula de emplacar um aliado no comando da Vale. O governo tentou o ex-ministro Guido Mantega, mas não houve consenso por ferir o estatuto da mineradora e a política de sucessão.
Ao menos dois membros do conselho de Administração da Vale, órgão responsável pela definição do CEO, foram procurados por Ferreira para uma conversa.
Não há previsão para uma nova reunião do colegiado com vistas a debater a escolha do presidente da companhia. O último encontro terminou empatado em 6 a 6 com a abstenção de um dos conselheiros, Luís Henrique Guimarães, representante informal da Cosan na Vale.
Luís Henrique é um dos cotados para substituir Bartolomeo. A recondução de Bartolomeo ou a eleição do representante da Cosan, no entanto, desagradam o governo Lula que, nesse cenário, prefere Murilo Ferreira.
Quando deixou o comando da Vale, em 2017, Murilo alegou a idade como um dos fatores para não renovar o mandato. Ele tinha 64 anos e tentou, durante o seu mandato, impor um limite de 65 para ser membro da diretoria executiva da mineradora.

