A ideia do governo de socorrer as empresas aéreas com um fundo de até 6 bilhões esbarra no Ministério da Fazenda. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, recorreu ao colega Fernando Haddad em busca de uma colaboração. Saiu de lá desapontado com o petista.

Silvinho, como é chamado no governo, quer construir o projeto com o apoio da Fazenda, do BNDES e da Petrobras. Há, no entanto, resistências. Haddad entraria com isenções fiscais, mas a meta de déficit zero limitou as possibilidades de colaboração. Jean Paul Prates ficaria com a diminuição do preço dos combustíveis. E, por fim, Mercadante garantiria os empréstimos.

O projeto não está perto de sair do papel mesmo em meio ao pedido de recuperação judicial da Gol e ao início do programa “Voa Brasil” que, em tese, vai oferecer passagens mais baratas para determinados grupos. Em contrapartida, o governo ofereceria recursos do fundo.

O governo federal já mantém um fundo de financiamento, o Fnac (Fundo Nacional de Aviação Civil), mas ele é destinado a infraestrutura aeroportuária em aeroportos públicos.