Transmissoras de energia suspeitam cada vez mais estarem sendo alvo do terrorismo bolsonarista, que tenta invalidar as eleições presidenciais de 2022. Até o dia 16, sete torres de transmissão de energia sofreram sabotagens.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica, os ataques ocorreram em São Paulo (dois casos), Paraná (dois casos) e Rondônia (três casos); foram três torres derrubadas em Rondônia e uma no Paraná Ainda de acordo com a Aneel, outras 12 estruturas foram danificadas: quatro no Paraná, duas em São Paulo e seis nos estados da região Norte. 

Não há confirmação de que os casos são relacionados ao golpismo bolsonarista. Mas em alguns, como os de Rondônia, os autores do ataque “sabiam onde cortar para derrubar a torre”, segundo uma fonte ligada às transmissoras de energia. 

Esse cenário fez com que Aneel e Ministério de Minas e Energia criassem grupos para descobrir as motivações e os autores. O gabinete da agência reguladora, instituído no dia 11, analisará denúncias de ataques físicos ou cibernéticos. Já o colegiado pelo MME foi definido ontem (16).

Se comprovado o terrorismo golpista, os cofres públicos sofrerão tanto quanto as pessoas que ficaram sem eletricidade, porque as regras do setor preveem responsabilidade do Estado nesses casos. É a única situação em que o Poder Público arca com o prejuízo, pois depredações ‘comuns’ e furtos ficam na conta das transmissoras.

Aliás, essa é outra preocupação das transmissoras. Fontes ouvidas pelo Bastidor afirmam que cresce o temor relacionado a novos furtos ou depredações, por conta do terrorismo. “Tem sempre um espertinho que se aproveita do caos”, disse uma delas.