Conselheiros da Vale contrários à indicação de Luís Henrique Guimarães como substituto de Eduardo Bartolomeo no comando da mineradora já se preparam para questionar a participação do executivo ligado ao empresário Rubens Ometto, da Cosan, no processo sucessório.

No dia 8 de março, a maioria dos membros do conselho de Administração da companhia votou pela prorrogação do mandato de Bartolomeo até dezembro, com o compromisso de que ele não disputaria a recondução.

Nos próximos meses, o colegiado escolherá uma empresa de headhunter, que formulará uma lista tríplice com candidatos para o cargo. Poderão participar nomes que hoje fazem parte da Vale – caso de Guimarães – e que não têm ligação com a companhia.

Se o aliado de Ometto não se abstiver na votação para a escolha da empresa de headhunter e seu nome for um dos indicados pela vitoriosa, os adversários vão argumentar que há conflito de interesse – e devem, em último caso, judicializar a questão.

Guimarães já esteve envolvido num caso semelhante. Em uma das reuniões do conselho, que discutia justamente a sucessão de Bartolomeo, o executivo se absteve em uma votação que terminou empatada em 6 a 6. Ele já era apontado como um dos possíveis nomes a substituir o atual CEO.

Como vem noticiando o Bastidor, Ometto tenta emplacar o aliado no comando da Vale e chegou a contar com a colaboração do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira