Embora se especule o nome de Aloisio Mercadante para o comando do BNDES e Petrobras, tanto o petista como Lula sabem que isso é impossível.
A lei das estatais impede sua nomeação, por ter sido coordenador do programa eleitoral de Lula. Quem teve participação em campanhas eleitorais – caso de Mercadante – está vetado na direção de estatais.
Diz a lei em um trecho: o dirigente de estatal não pode ter participado de “estrutura decisória de partido político ou em trabalho vinculado a organização, estruturação e realização de campanha eleitoral”. Como presidente da Perseu Abramo, Mercadante foi um dos coordenadores da campanha de Lula.
Ainda assim, Mercadante trabalha para ocupar um cargo de relevância no futuro governo. São duas as frentes: por meio da edição de uma Medida Provisória para alterar a lei das estatais; e na recriação do Ministério de Desenvolvimento Econômico e Social, sob o qual ficariam empresas públicas e o novo Bolsa Família.
Nesta segunda, operadores e analistas atribuíram parte do desempenho negativo do mercado financeiro à possibilidade de Mercadante presidir o BNDES ou a Petrobras. Ninguém se lembrou da lei.

