O diretor-geral da Agência Nacional de Mineração, Mauro Sousa, garimpou uma graninha extra para o advogado Frederico Munia Machado, principal aliado na batalha dele para controlar politicamente a ANM.
A graninha virá dos cofres públicos – no caso, da própria agência. Sousa autorizou a contratação de Munia Machado para dar um curso intitulado “Processo administrativo, aplicado aos processos minerários”. O aliado do diretor-geral receberá 16 mil reais para ser instrutor no curso. Serão 400 reais por hora.
Como o Bastidor revelou, Munia Machado, servidor da AGU, está empregado temporariamente na agência, embora tenha sido vetado para reassumir o estratégico cargo de procurador-geral da ANM, em razão de ter tocado privatizações no governo Bolsonaro e de ser apontado como aliado das empresas do setor.
Apesar da situação precária, Munia Machado frequenta a agência e fala aos servidores como se fosse diretor. Parece mandar à vontade.
Sousa e Munia Machado ainda tentam emplacar nomes de confiança para posições relevantes na ANM, mesmo sem terem apoio do Planalto e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Faltaram ao cursinho de articulação política.

