Hábil em negociações, o empresário e apresentador Silvio Santos morreu sem concretizar o último grande contrato da vida: a venda da Jequiti, marca de cosméticos fundada por ele e avaliada em cerca de 450 milhões de reais. Principal interessada na marca da família Abravanel, a farmacêutica Cimed desistiu de fechar o negócio, que era dado como certo há alguns meses.
A empresa de João Adibe Marques tinha como objetivo explorar o mercado de venda porta a porta, modelo adotado pela Jequiti para competir com as gigantes do setor no Brasil: Natura, Avon e O Boticário.
O dinheiro para o negócio veio de uma emissão de debêntures da Cimed, que arrecadou 600 milhões de reais. O objetivo seria investir no novo negócio e continuar usando a estrutura do SBT para continuar divulgando a marca, que aposta em nomes de celebridades do próprio canal para lançar produtos.
Procurada, a Cimed informou que “está sempre em busca de boas oportunidades e, como consequência, é natural que existam conversas e aproximações com empresas e stakeholders, e foi o que ocorreu com Jequiti”.
O Grupo Silvio Santos também confirmou o fim das negociações, afirmando que “não foi possível alinhar todos os interesses envolvidos para concretizar o acordo”. Apesar disso, de acordo com a holding, as duas empresas poderão realizar outros negócios no futuro. A empresa ainda ressaltou que continuará investindo no processo de transformação iniciado há dois anos.
Nota: Reportagem atualizada às 16h de 20.08.2024, para inserir o posicionamento do Grupo Silvio Santos.

