O governo Lula resolveu mudar a ordem de indicados para a diretoria da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). O órgão tem duas vagas para serem preenchidas nos próximos meses.
Em junho, Lula havia indicado Marina Copola, sócia do escritório Yazbek. Desde então, o nome da advogada está na geladeira sem ser sabatina na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) no Senado.
Ao Bastidor, o presidente da CAE, Vanderlan Cardoso (PSD-GO), chegou a confirmar que a indicação ainda estava na mesa diretora da casa.
Marina, se aprovada, substituiria Alexandre Rangel, que deixou o colegiado em 2 de junho para assumir um posto no departamento de governança da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Agora, em vez de Marina, o governo publicou no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (27) a indicação de Daniel Walter Maeda Bernardo, funcionário de carreira, para a vaga deixada por Rangel.
Já Marina deverá ocupar, se aprovar pelo Senado, o lugar de Flávia Martins Sant’anna, cujo mandato termina em 31 de dezembro deste ano.
A demora em submeter indicações à CAE já ocorreu outras vezes, mas não é um padrão.
No dia 4 de abril de 2022, o Diário Oficial da União trouxe o nome do advogado e professor João Pedro Barroso do Nascimento para a presidência da CVM. Um dia depois, ele foi aprovado na CAE. No dia 6, a maioria dos senadores – 40 votos – foi favorável à indicação. Tudo resolvido em três dias. O mandato vai até 31 de dezembro de 2025.


