A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (9), um requerimento para fazer uma audiência pública com presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre o maior roubo digital da história. A data ainda não foi marcada.
A decisão foi tomada enquanto Galípolo se esquivava de falar em valores do roubo em depoimento na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara. “A gente deixa a polícia informar se ela entender que é importante informar”, disse.
O valor pode chegar a 3 bilhões de reais. o caso é investigado pela Polícia Federal e pela Polícia Civil de São Paulo, que já descobriu mais de uma dezenas de fintechs que receberam dinheiro desviado a partir de contas de clientes da empresa C&M Software.
Segundo Galípolo, apesar do problema, não houve acesso a dados internos do BC. Ele disse que o ataque não foi diretamente aos sistemas do banco, mas sim uma obra do que classificou como “engenharia social”, pois os suspeitos conseguiram o acesso às contas por meio de uma senha de um funcionário da C&M Software.
Galípolo aproveitou a audiência e o roubo para defender a aprovação da PEC da autonomia financeira do Banco Central, como uma forma de ampliar investimentos em segurança digital da instituição.

