Como previsto, Jair Bolsonaro bicou mais um presidente da Petrobras. José Mauro Coelho durou quarenta dias no cargo. Desde a exoneração de Bento Albuquerque da chefia do Ministério de Minas e Energia, a saída de Coelho, apadrinhado dele, era questão de tempo. É o terceiro presidente da Petrobras a cair no governo Bolsonaro.

Com o aval do chefe, Paulo Guedes se assenhorou da pasta de Minas e Energia e, agora, indicou o sucessor de José Mauro Coelho na Petrobras: Caio Mario Paes de Andrade, um de seus assessores de confiança.

Paes de Andrade não tem experiência como executivo de óleo e gás. Caso seja confirmado no posto, chegará à Petrobras com a missão dificílima de conciliar as expectativas de mercado sobre a petroleira e as pressões do Planalto para que a empresa mude sua política de preços.

Esse equilíbrio, do qual provavelmente depende a reeleição de Bolsonaro, está agora sob responsabilidade política e técnica de Paulo Guedes. O ministro prometeu a Bolsonaro encontrar uma solução.

Tanto Guedes quanto Paes de Andrade lutarão contra o tempo, as forças do mercado e a resistência interna da Petrobras a estrangeiros como eles. Bolsonaro e seus aliados de campanha cobrarão resultados imediatos.

Se julgar necessário, o presidente da República não terá pruridos em dar uma bica no apadrinhado de Guedes.