A pressão pela saída do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, começa a surtir efeito – ao menos no discurso do executivo. Ele passou a defender publicamente mudanças nas regras de licitações na empresa.

Nos Estados Unidos, onde participa de uma conferência de tecnologia, Prates afirmou que consultou órgãos como o Tribunal de Contas da União sobre a possibilidade de flexibilizar as normas de controle contra corrupção impostas após os escândalos de corrupção revelados pela operação Lava Jato.

O movimento passou a ser feito após ser acusado de entregar pouco. Há cobranças por investimentos na transição energética, retomada da indústria naval com conteúdo nacional e mudanças mais efetivas na política de preços dos combustíveis.

Internamente, os comentários são que Prates quer se “desvencilhar das amarras que estão exageradas pós-Lava Jato”. Nomes ligados ao governo, que não necessariamente apoiam o presidente da Petrobras, querem a flexibilização das regras.

A permanência de Prates no comando da empresa se deveu, principalmente, ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A não demissão veio também com o compromisso de começar a entregar aquilo que o governo Lula considera fundamental para o futuro da Petrobras.