O senador Renan Calheiros (MDB-AL) tem um novo inimigo público —além do seu arquirrival mais comum, o deputado Arthur Lira (PP-AL). Chama-se Jean Paul Prates, presidente da Petrobras.

Dias atrás, Calheiros aprovou um convite para Prates comparecer à Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor do Senado.

O senador queria que ele explicasse as ações da companhia no caso da Braskem, apontada como responsável pela movimentação no solo em cinco bairros em Maceió, que obriga milhares de pessoas a deixarem suas casas.

A Petrobras é dona de 47% da empresa e tem direito a voto no conselho.

Prates não foi à sessão, que ocorreria nesta terça (15). Era um convite, não uma convocação. Mandou o recado de que não tinha agenda. Naquele mesmo dia, no entanto, ele estava em Brasília e deu entrevista à Globonews no estúdio.

A ausência do presidente da Petrobras foi considerada uma desfeita grave aos ex-colegas senadores e ao próprio Senado, onde Prates dava expediente até fevereiro deste ano.

Além de se juntar ao coro público que já existe contra Prates, Renan deve ir a Lula reclamar, pedir que intervenha. Também deve propor a criação de uma CPI para emparedar o presidente da Petrobras e apurar os problemas geológicos na capital alagoana.