O ministro Ciro Nogueira, da Casa Civil, publicou hoje (quarta-feira) no Diário Oficial da União a agenda prioritária do governo e, nela, mais uma vez o ministro Paulo Guedes é desautorizado.
Entre os pontos publicados está a defesa do Imposto sobre Operações com Bens e Serviços, o IBS, que reúne cinco impostos, PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS, os dois últimos estadual e municipal, respectivamente.
Guedes é contra a união dos impostos estaduais e municipais. Para o ministro, a reforma deveria envolver apenas os impostos federais, deixando de fora, inclusive, o IPI.
O ministro queria uma alíquota de 12%, unindo, assim, PIS e Cofins e deixando outros impostos de fora da unificação. Para Guedes, a União perderia dinheiro com a inclusão do IPI e, para compensar estados e municípios com a inclusão de ICMS e ISS, seriam gastos meio trilhão de reais.
Ciro Nogueira duvida do número do seu colega e incluiu o projeto na lista de prioridades do governo federal. Na mesma lista, porém, há a proposta desenhada pela Economia. Segundo seus aliados, apenas para “não dar tanto na cara”.
O Bastidor vem informando sobre a tentativa do grupo político do governo de expelir o chefe da Economia do governo, que a toda movimentação afirma que só sai se for demitido.

