Os levantamentos iniciais das prefeituras gaúchas sobre os prejuízos provocados pelas chuvas já atingem 8,6 bilhões de reais. Segundo a Confederação Nacional dos Municípios, o setor mais atingido é o habitacional. Conforme os dados, será preciso ao menos 4,6 bilhões de reais para começar a reconstrução dos imóveis atingidos.
Os números ainda são preliminares, já que o levantamento completo dependerá da queda do nível de água nas cidades, o que não deve ocorrer tão cedo. Mesmo assim, os dados já mostram uma dimensão da tragédia. Segundo a CNM, mais 105,5 mil imóveis foram danificados ou completamente destruídos.
No setor público, as prefeituras estimam, inicialmente, gastos de 2,3 bilhões de reais. Desse total, 1,6 bilhão deve ser usado apenas para a reconstrução de estradas, pontes e outras obras de infraestrutura. Outros 425 milhões são estimados para recompor os serviços de saúde nos municípios atingidos pelas enchentes.
No setor privado, a agricultura soma a maior parte dos 1,7 bilhões de reais já acumulados em prejuízos. As perdas nas lavouras gaúchas chegam a 1,3 bilhão de reais. Já o setor industrial teve perdas de 255 milhões, enquanto o comércio soma outros 127,5 bilhões de reais.

