A privatização da Eletrobrás está caminhando, apesar das resistências no TCU. O governo acredita que o projeto será aprovado na corte, mesmo que com mudanças pontuais – a continuação do julgamento está marcada para 18 de maio. Só que há outra esperança da gestão Jair Bolsonaro com a operação: reduzir a força política das subsidiárias da estatal.

Uma fonte da cúpula do governo disse ao Bastidor que esse é um dos pontos mais importantes, porque a Eletrobrás é uma holding sem o mesmo poder que os conglomerados privados têm sobre as companhias de seus respectivos grupos. Hoje, há muita resistência para cumprir as ordens que vêm da estatal sediada no Rio de Janeiro, afirma esse interlocutor.

Isso é resultado do uso dessas empresas, assim como todas as outras estatais, para cabide de emprego pelo governo da vez e pelos interesseiros de ocasião – sejam eles parlamentares, sejam eles empresários. Com a abertura de capital da Eletrobrás, setores do Executivo torcem para que as regras do mercado e a pressão dos acionistas acabem com a mamata.