Avançou à fase final a articulação para que Gabriel Galípolo chegue ao comando do Banco Central sem sobressaltos – e o quanto antes.

Como acertado com o Planalto, o nome preferido de Lula para suceder Roberto Campos Neto obteve aval silencioso dos maiores banqueiros do país, não melindrou o PT e conquistou as principais lideranças do Senado, onde será sabatinado, caso o presidente confirme formalmente a indicação.

Os principais atores do processo de sucessão concordam que antecipar a indicação de Galípolo é essencial para preservar politicamente o BC. Diante do cenário de incertezas, sobretudo fiscais, os cinco meses que sobram no mandato de Campos Neto são uma infinidade. É tempo demais para Campos Netos apanhar ainda mais de Lula, mantendo o ciclo atual de desconfiança mútua e ruído desnecessário.

Lula e seus aliados, após tantos embates com Campos Neto e a Faria Lima, conseguiram o que queriam: a ascensão de Galípolo tornou-se um fato político. Basta o presidente formalizar a indicação.

Salvo imprevisto, o plano de Lula é encaminhar o nome de Galípolo ainda neste mês.