Danilo Ferreira da Silva, principal nome do sindicalismo na Petrobras, foi aprovado como diretor financeiro da Transpetro. Ele é o nome de confiança do PT e da Federação dos Petroleiros na empresa. A mudança de estatal é uma opção estratégica para fortalecer o grupo na principal subsidiária da Petrobras.
Silva foi chefe de gabinete da presidência da Petrobras durante a gestão Jean Paul Prates e sobreviveu alguns meses na mesma função com a atual presidente, Magda Chambriard, o que demonstra o tamanho do apoio que o sustenta. Seu nome foi analisado pelo conselho da Transpetro na sexta-feira (16). Ele será substituído na chefia de gabinete da presidência da Petrobras por Felipe Figueiredo, trazido por Chambriard.
Danilo tem a confiança de João Vaccari, ex-tesoureiro do PT preso durante a Operação Lava Jato. De acordo com as investigações, Vaccari fazia reuniões periódicas com as empreiteiras do cartel que operava na estatal para cobrar propinas devidas ao PT.
Durante a gestão Jean Paul Prates, Danilo detinha grande poder, como de chancelar ou não as indicações para gerências da empresa. Dividia as tarefas com outros cargos, como a a presidência do Conselho Deliberativo do plano de saúde da Petrobras e uma cadeira no Conselho de Administração da Braskem. Manterá as posições no novo emprego na Transpetro.
A nomeação de Danilo na Transpetro movimentou a Petrobras. Fontes da empresa afirmaram ao Bastidor que a escolha foi forçada para acomodar interesses. Havia resistência à indicação devido à falta de experiência de Danilo para a função que passará a exercer.
Segundo o regulamento da Transpetro, seus diretores devem ter, no mínimo, cinco anos de experiência na função que pretendem exercer junto a empresas de grande porte, nacionais ou estrangeiras, estatais ou privadas.
A Petrobras afirmou que Danilo passou “pelos procedimentos de Background Check de Integridade (BCI) e de Background Check de Capacitação e Gestão (BCG), não tendo sido apontado qualquer óbice à sua indicação”.
Essas duas investigações, de acordo com a Petrobras, focam no “histórico do indicado, sua compatibilidade ou conflitos com o cargo a ser exercido, além de requisitos de integridade, formação acadêmica, experiências profissionais em liderança e desempenho em funções anteriores”.
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