Os vices-presidentes do Banco do Brasil Carlos Motta (Varejo) e Mauro Ribeiro Neto (Corporativo) movimentam-se para suceder André Brandão na Presidência do banco. As articulações de Motta e Neto incomodaram integrantes da diretoria do banco. Não é a primeira vez que isso acontece.
Mauro Neto chegou no BB pela forte ligação com Salim Mattar, dono da Localiza e ex-secretário de Desestatização do governo Bolsonaro. Hoje, Mattar é um desafeto do ministro da Economia, Paulo Guedes.
Quando o presidente Jair Bolsonaro anunciou a demissão – depois não concretizada – de André Brandão no início do ano, Mauro Neto rapidamente também se movimentou para se viabilizar como nome para o seu lugar. Mas na época ele omitiu o fato de ter sido um dos responsáveis pelo programa de reestruturação do BB que quase levou à queda do seu chefe.
Carlos Motta tenta sua indicação de outra forma. Busca apoio por meio de familiares que desfrutam de certa proximidade com Jair Bolsonaro.
Certo é que na avaliação da equipe econômica do governo o BB hoje não tem um nome forte para tocar a instituição e as sonhadas vendas de ativos.

