O banco Safra foi escolhido pelas grandes instituições financeiras credoras das lojas Americanas para ser o interlocutor do grupo junto a Jorge Paulo Lemann, um dos principais acionistas da rede de varejo juntamente com Marcel Telles, Carlos Alberto Sicupira.

Recentemente, interlocutores do Safra ligaram, num mesmo dia, oito vezes para Lemann. Tentavam uma saída amistosa para a caótica recuperação judicial das Americanas. Não foram atendidos.

Esse é mais um conflito entre os bancos credores e as Americanas. O primeiro envolveu as acusações trocadas de fraude. As instituições financeiras acusam a rede de varejo de maquiar um rombo de mais de 40 bilhões, enquanto são acusados pela empresa de usarem um rumor de “erro contábil” para antecipar dívidas que têm a receber da companhia.

O segundo foi após uma reunião entre os bancos, Lemann, Sicupira e Telles, logo no início do caso Americanas. O encontro foi organizado para as partes buscarem um acordo que evitasse a recuperação judicial da rede de varejo. Porém, pouco depois de encerrada a discussão, a companhia pediu blindagem da Justiça contra a cobrança de dívidas.