O ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, general Luiz Eduardo Ramos, exonerou Roberto Ferreira Dias do cargo de Diretor do Departamento de Logística em Saúde. A decisão foi publicada hoje, quarta-feira 30 de junho, no Diário Oficial da União.

Reportagem da Folha de S.Paulo publicada ontem, terça-feira 29 de junho, cita Dias como acusado de pedir propina de US$ 1 por dose da vacina produzida pela AstraZeneca.

Segundo a reportagem, a informação foi dada por Paulo Dominguetti Pereira, representante da Davati Medical Supply, empresa que tentava intermediar a venda de 400 milhões de doses do imunizante ao Ministério da Saúde. O preço era de US$ 3,5 por dose.

Outra acusação de corrupção envolve a compra da vacina indiana Covaxin. Se em fevereiro deste ano a Davati propôs vender ao Ministério da Saúde o imunizante da AstraZeneca por US$ 3,5, a dose da concorrente indiana Bharat Biotech custaria US$ 15, mas a operação foi intermediada pela Precisa Medicamentos, do empresário e lobista Francisco Emerson Maximiano, o Max. O contrato de US$ 300 milhões previa 20 milhões de doses da Covaxin.  

Roberto Ferreira Dias foi indicado pelo líder do governo Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros. O parlamentar nega ter feito a indicação.