A Polícia Civil de São Paulo investiga a Cooperativa de Crédito dos Servidores da Universidade Federal do Espírito Santo (Cred-Ufes), que recebeu R$ 42 milhões em diversas transações via Pix após o ataque hacker que proporcionou o maior roubo ao sistema financeiro do país.
O dinheiro transferido para Cred-Ufes partiu da conta reserva do banco BMP, que teve R$ 541 milhões roubados com o ataque hacker. A polícia investiga a Cred-Ufes e outras 28 empresas que receberam o montante roubado.
Em depoimento nesta terça-feira (8), o gerente da cooperativa, Guilherme de Souza, negou qualquer participação na invasão e disse que a entidade financeira foi vítima. Procurado pelo Bastidor, Souza gaguejou, disse que não podia comentar o caso e encerrou a ligação após a primeira pergunta.
A Cred-Ufes aparece como autorizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego a fornecer empréstimos consignados aos trabalhadores. Além da Universidade, a cooperativa atende o Instituto Federal do Espírito Santo e o Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
Em nota enviada ao Bastidor, a Universidade do Espírito Santo afirmou não participar da entidade e não responde pelos atos praticados pela Cred-Ufes.

