Duas horas após o Bastidor revelar a relação de amizade entre Manoel Bahia e o advogado Marcelo Zarif, o desembargador do TJ da Bahia afastou-se da relatoria do processo sobre a busca e apreensão na Ferbasa, empresa do setor de mineração da Bahia de capital aberto, e na Fundação José Carvalho – que possui o controle da companhia. A decisão foi tomada às 20h20 desta quarta, 17 de maio. Manoel Bahia declarou-se suspeito por motivo de foro íntimo.
Com o recuo de Manoel Bahia, o processo será redistribuído. Trata-se de uma tentativa, por parte da Ferbasa e da Fundação José Carvalho, de anular o resultado da busca decretada – e já cumprida – na primeira instância. Ela ocorreu por causa de uma ação cautelar que questiona o controle societário e a falta de transparência de documentos das duas instituições.
Recentemente, o advogado Marcelo Zarif passou a atuar no caso perante a segunda instância. Ele é amigo do desembargador Manoel Bahia. Foi um de seus cabos eleitorais ao cargo. Bahia já relatava o caso Ferbasa antes mesmo da ação cautelar.
A entrada de Zarif no processo havia incomodado desembargadores da Câmara Cível onde será julgado o recurso da Fundação.

