É grave o ataque de hackers ao Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal, segundo fontes com conhecimento direto dos fatos. A entidade social, conhecida como IGESDF, administra os principais hospitais públicos da capital. O Bastidor revelou a invasão na segunda.
Como em casos semelhantes de ataque hacker no setor público, o governo de Brasília nega e minimiza os fatos, usando expressões como “acesso fora do padrão” aos sistemas do IGESDF. A Polícia Civil do DF foi finalmente acionada.
Há uma sala de guerra para averiguar a extensão dos danos, identificar as vulnerabilidades dos sistemas do IGESDF e tentar recuperar os dados roubados. Entre as informações sequestradas no ataque, estão dados de pacientes atendidos em alguns dos principais hospitais de Brasília. Isso inclui processos de marcação de atendimentos e cirurgias – informações altamente sensíveis.
Até agora, não houve pedido de resgate. Mas os peritos já descobriram que um número expressivo de servidores estava desprotegido, sem soluções de segurança mínimas que dificultassem a invasão e o subsequente sequestro. Eram alvos fáceis.
Conhecido pelas suspeitas de corrupção e péssima gestão, o IGESDF é dominado pelo centrão. Para pretensamente moralizar a entidade, o governador Ibaneis Rocha nomeou como presidente do IGESDF o general Gislei Morais de Oliveira.
Ele foi indicado por Francisco Araújo, ex-secretário de Saúde do DF, afastado após operações da PF por suspeitas de corrupção na pandemia. Araújo é homem do PP.

