A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (13) a quinta fase da operação Sisamnes, que investiga a venda de sentenças em tribunais estaduais e no Superior Tribunal de Justiça. Por determinação do Supremo Tribunal Federal, são cumpridos 11 mandatos de busca e apreensão em cidades do Mato Grosso, São Paulo e no Distrito Federal.
Na segunda-feira, a Primeira Turma do Supremo decidiu manter a prisão preventiva do principal personagem do escândalo, o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves. O ministro Cristiano Zanin defendeu sua transferência para um presídio em Brasília, pedida pela Procuradoria-Geral da República e autorizada por ele. A medida aumenta as chances de uma delação premiada. O tema é tabu em Brasília.
Nesta fase, a PF foca no núcleo do esquema envolvido com crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, mercado de câmbio clandestino, evasão de divisas e organização criminosa.
O STF também determinou o bloqueio de 20 milhões de reais em bens e valores dos investigados, além de proibir que eles saiam do Brasil. Seus passaportes foram apreendidos.
Segundo a PF, foi identificada uma “rede financeira-empresarial de lavagem de dinheiro criada para dissimular a origem ilícita das supostas ‘propinas’ lançadas para a compra de decisões judiciais proferidas no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, de modo a romper a vinculação direta entre o agente corruptor e o servidor público corrompido”.
Na semana passada, como revelou o Bastidor, a PF classificou o esquema como um “sistema de corrupção sofisticado e complexo” e não uma mera venda de sentenças.

