Apesar dos gestos de conciliação (públicos e privados) entre Augusto Aras e Rodrigo Maia, procuradores envolvidos nas investigações contra o presidente da Câmara têm esperança de finalmente oferecer denúncia contra o deputado. Foram informados de que isso pode – e esse, naturalmente, é um formidável “pode” – ocorrer quando o deputado deixar o cargo, em fevereiro.

A minuta da denúncia contra Maia por crimes cometidos em parceria com a OAS envelhece na PGR desde a gestão de Rodrigo Janot. Recentemente, o caso ganhou força com a inclusão de evidências fornecidas em delações de funcionários do setor de propina da empreiteira. Delegados da PF trabalham em parceria com procuradores, de modo a robustecer a acusação.

Outra linha de investigação mais recente e potencialmente danosa a Maia envolve a suspeita de participação de dois grandes amigos dele em fraudes na compra de respiradores pelo governo do Pará. Os empresários André Felipe e Felipe Nabuco foram alvos de operação da PGR em junho.

Maia não é formalmente investigado nesse caso. Mas as mensagens de WhatsApp de André Felipe, obtidas pela PF, implicam o presidente da Câmara, segundo avaliação preliminar dos investigadores.