Fiscais da Receita identificaram recentemente um padrão em casos suspeitos de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal: o uso de empresas de prateleira em Malta por brasileiros que obtiveram cidadania portuguesa – ou declaram fazer negócios em Portugal.

Para a maioria dos órgãos internacionais de lavagem de dinheiro, Malta é um paraíso fiscal. Oferece sigilo sobre a propriedade da empresa e cobra taxas irrisórias sobre os ativos dela.

Os fiscais, em investigações abertas pelo Ministério Público, perceberam que há uma correlação alta entre negócios declarados em Portugal e a propriedade de ativos em Malta. Esse fato indica que dinheiro possivelmente fruto de crimes esteja alocado em empresas de Malta.

Portugal, segundo investigadores e advogados que montam estruturas patrimoniais no exterior, é leniente com as operações em Malta.

Os fiscais estão confiantes de que terão sucesso em autuar brasileiros que tenham sonegado impostos por meio desse expediente.