J&F e Paper continuarão a disputar pelo controle da Eldorado Celulose. Depois de uma vitória dos indonésios da família de Jackson Widjaya, o caso será analisado pelos desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo. Terá Franco de Godoi, da 1ª Câmara Empresarial da corte, como relator, escolhido na sexta-feira, 26.

Há desembargadores no tribunal que acreditam numa revisão, pelo menos parcial, da decisão da juíza Renata Mota Maciel. Um dos motivos são os honorários de R$ 600 milhões concedidos de ofício pela magistrada aos advogados do caso. O montante é considerado absurdo.

Outra razão é o fato de a sentença de Maciel misturar a disputa arbitral com a investigação sobre uma suspeita de espionagem empresarial praticada contra a J&F, segundo relatórios da Polícia Civil de São Paulo.

Fontes que acompanham o caso afirmam que a juíza tem dúvidas quanto ao que decidiu, principalmente em relação aos honorários que determinou e à análise da investigação sobre espionagem empresarial.


Correção às 15h30 de 31 de agosto:

Ao contrário do que o texto afirmava, o relatório da Polícia Civil de São Paulo não afirma que a Paper espionou a J&F. A investigação aponta evidências de que os hackers que praticaram espionagem da J&F foram contratados por uma pessoa que prestava serviços à Paper.