Um dos hackers responsáveis pelos ataques ao Tribunal Superior Eleitoral – e a outros órgãos públicos – segue com acesso à parte da rede da corte. Ele diz estar em Portugal e, como já cometeu ataques semelhantes, aguarda a chegada da polícia.

Esse hacker coordenou, junto a colegas brasileiros, tanto o roubo de bancos de dados do TSE quanto ao menos parte dos ataques que causaram instabilidade nos servidores da corte durante as eleições.

As invasões não envolvem o sistema de totalização de votos, o que seria tecnicamente dificílimo. Não há, portanto, evidências de quaisquer fraudes nas eleições – nem os hackers disseram isso em qualquer momento, ao contrário das afirmações de bolsonaristas.

Também não há indícios, ao menos por ora, de que esses hackers tenham qualquer tipo de agenda partidária. Como nas invasões recentes promovidas por eles em outros órgãos públicos, esses hackers dizem querer expor vulnerabilidades nos sistemas dos três poderes. E, como é comum entre esses jovens, jactar-se disso na internet.

Embora caiba à Polícia Federal elucidar os ataques e capturar todos os criminosos (pode, por definição, haver outros, e com diferentes motivações), resta incontroverso que a equipe técnica do TSE cometeu falhas graves de segurança – falhas exploradas com sucesso por hackers amadores, usando ferramentas simples e técnicas rudimentares.