Os procuradores da PGR que renegociam com os irmãos Batista os termos das delações deles ficaram surpresos com o que julgam ser uma postura arrogante da defesa.

Por meio de Frederick Wassef, advogado informal da família Bolsonaro, entre outros aliados em Brasília, Joesley e seus familiares tentavam, há anos, aproximar-se discretamente da PGR, de modo a buscar a repactuação de acordos já declarados rescindidos pela cúpula do Ministério Público.

A suavidade no trato deu lugar, nessa nova fase, a uma inflexibilidade que sugere, à PGR, uma desconhecida força política e jurídica dos irmãos Batista.

Mesmo numa posição (ao que se saiba) extremamente fraca para negociar, a defesa dos Batista insiste que ambos não aceitam cumprir pena em regime fechado – nem pagar uma multa adicional acima de R$ 1 bilhão. (A PGR exige R$ 2 bilhões.)

Diante do que fato de que Joesley é responsável por um dos maiores esquemas de corrupção já descobertos no Brasil e de que seu acordo já deveria ter sido rescindido formalmente pelo Supremo, os procuradores se questionam acerca da influência atual do empresário em Brasília.