Karina Kufa, que advoga para Jair e Eduardo Bolsonaro e tenta colocar o Aliança pelo Brasil em pé, não participará da campanha presidencial à reeleição por vontade de Valdemar Costa Neto. O dono do PL, segundo fontes próximas ao caso, prefere ficar apenas com Tarcísio Vieira de Carvalho Neto, ex-ministro do TSE.
A leitura é de que o novo representante pode receber uma maior e melhor atenção dos ministros da corte – justamente por não estar com o bolsonarismo desde o começo. O advogado de qualquer campanha presidencial é um posto importante, mas com Bolsonaro isso aumenta muito.
O entorno do capitão reformado sabe que a disputa deste ano será extremamente judicializada por conta das mentiras que serão divulgadas – contra e a seu favor. Também contou para o surgimento desse sentimento, não só em Valdemar, as acusações que saíram de dentro do PTB contra Kufa.
Integrantes do partido acreditam que a advogada, sem o aval do presidente, tentou ajudar Graciela Nienov a trair Roberto Jefferson. Fontes do partido afirmam que a suspeita é a de que as duas usariam a sigla como moeda de troca por influência junto ao PL. Interlocutores de Kufa dizem que não há mostras de antipatia por parte do dono do PL; afirmam ainda que esses ataques são feitos para prejudicá-la. “É inveja”, disse um deles.
Fato é que a resistência de Valdemar à Kufa se soma à antipatia que Flávio Bolsonaro e Frederick Wassef dispensam à advogada. Sua exclusão do núcleo duro bolsonarista é uma vitória para estes dois últimos.

