Salvo reviravolta, o ministro Humberto Martins coordenará daqui a pouco uma eleição que definirá seu maior fracasso à frente do Superior Tribunal de Justiça. A maioria dos colegas de Martins pretendem impor uma derrota dura ao presidente do STJ na votação da lista quádrupla a ser enviada a Jair Bolsonaro. 

Há uma articulação para barrar da lista o desembargador do TRF5 Cid Marconi, apadrinhado de Martins. Ele é o candidato do presidente do STJ – mas apenas do presidente do STJ. Os demais ministros oriundos do TRF5 estão contra a candidatura de Cid. 

Eles reclamam que o nome de Cid foi imposto por Martins, em vez de ter sido construído em parceria com os ministros do Nordeste – o STJ tem a tendência de criar grupos decorrentes de regiões do país. 

Como resultado, é provável que o TRF5 seja o único tribunal regional federal sem presença na lista. (As duas vagas abertas precisam se preenchidas por desembargadores federais.)

O TRF1 deve emplacar Ney Bello ou, a depender do processo de votação, Daniele Maranhão – ou, ainda, Carlos Augusto Brandão. O presidente do TRF2, Messod Azulay, provavelmente estará na lista. O mesmo vale para Paulo Sérgio Domingues, do TRF3, e Fernando Quadros, do TRF4. 

Com a iminência da derrota de seu candidato, Martins passou a dizer a aliados que não fez campanha nem tinha tanta preferência assim por Cid. Todo mundo finge que acredita.