Eugênio Aragão é um importante nome nos quadros do PT. Advogado do partido nacionalmente, abandonou sua carreira na Procuradoria-Geral da República para ser ministro da Justiça de Dilma Rousseff. Apesar de sua história, seu nome tem sido esquecido dentre as opções para o terceiro governo Lula.
Petistas próximos a Lula afirmam que Aragão já presta serviços ao partido, o que garante que suas opiniões sejam ouvidas. Porém, ponderam que o ex-ministro da Justiça não é cotado para ocupar nenhum cargo por sua sociedade com Willer Tomaz, como noticiou o Bastidor.
Willer é um advogado com excelente trânsito político em Brasília. Após ser gravado e delatado pelos irmãos Batista, chegou a ser preso, acusado de corromper um procurador que investigava a JBS, mas a denúncia foi rejeitada pelo TRF1, cuja decisão foi mantida pelo STJ.
O advogado foi próximo da ala do MDB que ajudou a derrubar Dilma. Ascendeu no governo Bolsonaro, quando se aproximou de Flávio Bolsonaro e de Arthur Lira, entre outros parlamentares do centrão.
Pesa ainda contra Aragão sua personalidade forte. Fontes do PT afirmam que o momento é de diálogo, exigindo palavras comedidas e mais escuta do que fala.
Correção às 12h 23 de dezembro de 2022: Ao contrário do que afirma a nota publicada pelo O Bastidor na última quarta-feira, o inquérito contra Willer Tomaz no âmbito da Operação Patmos teve a denúncia sumariamente rejeitada pelo TRF1, decisão também mantida pelo STJ, devidamente transitada em julgado. Portanto, o advogado sequer foi considerado réu. Cabe dizer, ainda, que a delação que resultou na prisão de Tomaz foi desmentida depois pelo próprio delator. Assim, nunca houve nada que sustentasse as acusações.

