Antevendo uma campanha eleitoral conflituosa, Lula dividiu sua equipe jurídica em duas frentes. Na primeira, atuarão os advogados Cristiano Zanin e Valeska Teixeira. Cuidarão dos assuntos envolvendo diretamente o candidato. Na retaguarda, lidando com casos ligados ao PT na disputa pela Presidência e à chapa, estará Eugênio Aragão ou algum escritório que eventualmente possa ser contratado – essa opção é, por ora, improvável.
Há, porém, uma desconfiança com o trabalhado prestado por Aragão. Petistas do meio jurídico temem a falta de experiência do advogado – considerado por muitos mais voltado à filosofia do Direito – na área eleitoral.
Citam como exemplo a ação contra Jair Bolsonaro por disparos em massa durante o pleito de 2018 – considerada fraca por alguns petistas. Outro temor dos dirigentes é a resistência que ministros do STF e do TSE têm ao advogado. Mas nada disso impede Aragão de disputar a representação do PT durante as eleições deste ano. Informações divulgadas pela imprensa e confirmadas pelo Bastidor dão conta que ele convidou a ex-ministra do TSE Luciana Lóssio para ajudá-lo na tarefa.

