A rede social X (ex-Twitter) afirmou ao ministro Alexandre de Moraes que uma falha técnica da plataforma foi a responsável por permitir a bolsonaristas a possibilidade de se comunicar com seguidores, apesar das proibições judiciais. Em um documento 20 páginas, apresentado nesta sexta-feira (26), a empresa afirma que os usuários bloqueados encontraram uma brecha para voltar a se comunicar com o público.
Há uma semana, a Polícia Federal anexou um relatório apontando como o X vinha sendo usado para reunir integrantes do autointitulado “Gabinete do Ódio” – grupo que, durante o governo de Jair Bolsonaro, foi suspeito de usar a estrutura do Palácio do Planalto para disseminar notícias falsas e ataques a opositores.
Segundo o relatório da PF, usuários como o blogueiro Allan dos Santos haviam encontrado uma brecha para retomar as atividades no X, no momento em que o bilionário Elon Musk, dono da rede social, passou a provocar Moraes. Os policiais afirmaram que o grupo passou a usar o X para retomar ataques contra desafeto.
No documento, o X afirma que os usuários se aproveitaram de uma brecha na segurança, na qual seria possível acessar os próprios conteúdos e realizar compartilhamento de links, com o auxílio de outras pessoas. A empresa também diz que já começou a atualizar os aplicativos, para impedir que os bloqueios judiciais sejam novamente burlados.
O posicionamento institucional do X no inquérito aberto para investigar Elon Musk é bem mais condescendente do que o do bilionário.

