Jair Bolsonaro está atento ao cerco que está se fechando contra ele nas redes sociais, ainda mais depois que a live em que o presidente associa vacina contra a Covid com a Aids foi excluída por Facebook, Instagram e YouTube. Tanto que o presidente refez hoje (27) pedido para que seus apoiadores o sigam na rede social trumpista Gettr.

Esse é o segundo pedido em menos de sete dias. O primeiro foi feito no último dia 22. Todas as solicitações são disparadas via Telegram. O aplicativo de mensagens tem sido o refúgio bolsonarista desde que o STF e as Big Techs passaram a verificar com lupa o que diz o presidente.

Foto: Reprodução/Telegram/Jair Bolsonaro

A plataforma que promete proteger a direita da “censura globalista” foi criada por Jason Miller, ex-assessor de Trump que foi monitorado pela PF quando veio ao Brasil (neste ano) visitar Bolsonaro e sua trupe.

Mas o caminho de Bolsonaro no Gettr ainda é muito longo, se comparado à influência presidencial no Facebook. Jair tem quase 11 milhões de seguidores na rede social de Mark Zuckerberg, mas pouco mais de 337 mil na plataforma trumpista.

Foto: Reprodução/Gettr/Jair Bolsonaro

Nos EUA, Donald Trump tenta criar sua própria rede social, a Truth Social – prevista para ser lançada em novembro deste ano e com funcionamento completo a partir do primeiro trimestre de 2022. A plataforma é a aposta dos trumpistas para as eleições legislativas que serão realizadas nos EUA, no ano que vem.

Mas o primeiro teste da rede social, liberado ao público há quase sete dias, apresentou problemas. Críticos do ex-presidente dos EUA criaram vários perfis – inclusive com o nome do empresário e de seu antigo vice, Mike Pence – para satirizar os objetivos da direita nos EUA.

No Brasil, onde as eleições gerais coincidirão com o pleito dos EUA, a plataforma tem apoio de bolsonaristas. Um deles é o deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança. O parlamentar é diretor financeiro da Digital World Acquisition, sócia de Trump na empreitada.

Foto: Reprodução/Apple Store

As recentes iniciativas de Trump e Bolsonaro em adotar (ou criar) uma rede social não são as primeiras tentativas. Antes, os dois políticos tentaram dominar a Parler, que foi suspensa pelas Big Techs após a invasão do Capitólio, em 6 de janeiro.

A plataforma voltou a ser oferecida aos usuários em maio, depois de mudar seu CEO duas vezes – John Matze por Mark Meckler, que depois foi substituído por George Farmer, ex-diretor de operações da empresa – e informar que alterou suas políticas para coibir discursos de ódio.