A campanha de Jair Bolsonaro terá que desembolsar 100 mil reais caso continue a exibir vídeos com conteúdos que coloquem Lula como bandido. As decisões foram tomadas na quinta-feira (13) pela ministra Maria Claudia Bucchianeri, do Tribunal Superior Eleitoral.
Os advogados de Lula afirmaram que o marketing de Bolsonaro usou condenações anuladas pela Justiça, punições impostas a petistas nos últimos anos e frases descontextualizadas – é citado na propaganda que Lula nomeará José Dirceu seus ministro caso seja eleito- para chamar Lula de “ladrão”.
“A difusão de informações inverídicas, descontextualizadas ou enviesadas configura prática desviante, que gera verdadeira falha no livre mercado de ideias políticas, deliberadamente forjada para induzir o eleitor em erro no momento de formação de sua escolha”, disse Bucchianeri ao determinar a suspensão das propagandas.
A descontextualização tem sido a marca dessas eleições. Foi assim que o PT acusou Bolsonaro de canibalismo e de satanismo, e que Bolsonaro pintou Lula como perseguidor de cristãos e mandante do assassinato de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André (SP). Isso faz com que o TSE julgue mais casos sobre liberdade de expressão do que Direito Eleitoral.
Leia as duas decisões proferidas na quinta-feira (13) pela ministra Maria Claudia Bucchianneri, do Tribunal Superior Eleitoral:

