Maria Thereza de Assis Moura foi empossada presidente do Superior Tribunal de Justiça nesta quinta-feira (25). Seu vice será Og Fernandes. A dupla permanecerá à frente da corte até o fim de agosto de 2024. O mesmo vale para o Conselho da Justiça Federal, que também será dirigido pelos ministros. Eles vão substituir Humberto Martins e Jorge Mussi.
Diversas autoridades prestigiaram o evento, dentre elas: Jair Bolsonaro, Rodrigo Pacheco, Luiz Fux, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Paulo Guedes (Economia), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa), Anderson Torres (Justiça), Bruno Bianco,l (AGU) e Ibaneis Rocha (governador do DF).
Advogados com bom trânsito no STJ afirmaram que a gestão da ministra não será das mais tranquilas. Creditam à personalidade forte da ministra uma faísca que poderá resultar em choques com os colegas de corte.
Antes de assumir, o nome de Maria Thereza já enfrentava resistência entre os colegas. A maioria dos ministros defendia o nome de Jorge Mussi, que também deixou a vice-presidência. A desculpa era que queriam homenagear o colega.
Mas vozes da razão dentro da corte convenceram os pares de que isso quebraria a tradição do tribunal, num momento delicado do país. Também consideraram que a quebra da linha sucessória poderia ser considerada machismo.

Bye bye, Martins
A saída de Humberto Martins da presidência alegrou diversos setores da Corte. A personalidade do ministro, considerado vaidoso por muitos, foi o argumento mais citado pelas fontes ouvidas.
O Bastidor já mostrou que Martins divulgou um balanço de sua gestão que foge da realidade, pois citou pequenas mudanças como se grandiosas fossem e não citou os problemas que enfrentou e não resolveu, como o hackeamento do tribunal no fim de 2020.

