O cerco está se fechando contra Carla Zambelli. Pessoas próximas afirmam que a deputada bolsonarista está paranóica com a possibilidade de ser presa por ordem do Supremo Tribunal Federal. Zambelli é alvo de investigações sob escrutínio da corte.
A busca e apreensão realizada nesta terça-feira (3) pela Polícia Federal em sua casa aumenta este temor. Os policiais deixaram a residência da parlamentar com três armas – duas pistolas 9 milímetros e um revólver calibre 38.
No dia 27 de dezembro ela já tinha entregado uma pistola .380, por ordem do ministro Gilmar Mendes. A apreensão ocorreu porque a PF e Procuradoria-Geral da República descobriram nos sistemas do governo os registros das outras três armas.
Na decisão, Mendes diz que a operação se justifica, além das armas, pelas “manifestações subsequentes promovidas” por Zambelli “na mídia e nas redes sociais quanto à suposta legitimidade do comportamento e, também, com ataques verbais às instituições democráticas, instigando práticas em descompasso com as premissas do Estado Democrático de Direito”.
As palavras de Mendes se encaixam perfeitamente nos conselhos que Zambelli tem recebido dos mais próximos. Eles dizem a ela que fique em silêncio, ainda mais depois da fuga de Jair Bolsonaro para os Estados Unidos.
Zambelli mantém sua rotina de manifestações contra instituições democráticas porque busca a sobrevivência política e quer destacar-se como a principal representante do bolsonarismo.

