Os partidos políticos estão preocupados com o quanto poderão gastar com seus candidatos nas eleições deste ano. As agremiações ainda não sabem de quanto será o reajuste proposto para os tetos financeiros das campanhas a deputado (estadual ou federal), senador, governador e presidente. A ausência desse balizador, afirmam fontes, dificulta a divisão dos valores recebidos via Fundo Eleitoral (R$ 4,9 bilhões).

Há um dilema aí: paga-se um valor com base no pleito anterior aos favoritos e distribui-se a diferença com o restante ou destina-se um montante a maior sob o risco de enfrentar a Justiça Eleitoral depois. E a culpa dessa indefinição é dos próprios políticos, de acordo com advogados consultados pelo Bastidor.

Como o Congresso não aprovou uma lei definindo esses montantes, sobra para o TSE editar uma resolução que preencha essa lacuna. Formalmente, a corte tinha até o último dia 5 para votar a resolução, o que não ocorreu. Espera-se que o tribunal use apenas o IPCA para atualizar os tetos de gasto, mas não há qualquer confirmação sobre isso até o momento.