O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a soltura do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto na noite de sábado. Ele foi preso na quinta-feira, 8, durante a operação Tempus Veritatis, deflagrada pela Polícia Federal.

Valdemar não era um dos alvos dos quatro mandados de prisão expedidos por Moraes, mas acabou detido porque os policiais encontraram com ele uma arma, sem o devido registro, e uma pepita de ouro, que não tinha registro de origem.

O presidente do PL é investigado pela participação no suposto plano de golpe de Estado, que, segundo a Polícia Federal, foi promovido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, com a ajuda de assessores do alto escalão.

Segundo a decisão de Moraes, que autorizou a operação, Valdemar teria participado do plano, usando a estrutura do PL para tentar questionar a integridade das urnas eletrônicas. Em novembro de 2022, ele abriu um processo no Tribunal Superior Eleitoral pedindo a recontagem dos votos, ignorando as urnas que foram produzidas antes de 2022.