Jair Bolsonaro tem dito a interlocutores, num misto de esperança com recado, que seu ex-ajudante de ordens, tenente-coronel Mauro Cid, não fará acordo de delação premiada.
Primeiro, segundo o ex-presidente, porque Cid não teria o que deletar. Mas, sobretudo, porque é militar; diz Bolsonaro que militares não delatam. Segundo ele, Cid é um dos melhores, disciplinado, e, portanto, aguentará firme.
Ele, porém, não gostou do silêncio de seu ex-ajudante de ordens em depoimento à Polícia Federal na quinta-feira (18). Achava que Mauro Cid assumiria responsabilidade. Bolsonaro acha que há quem queira criar intriga entre os dois.
Recentemente, Bolsonaro falou sobre a possibilidade de encontrar o pai, o general Mauro Cesar Lourena Cid, de quem foi colega na Academia Militar das Agulhas Negras, mas foi desaconselhado.

