O Tribunal Superior Eleitoral realizou nesta quinta-feira (29) a última sessão em plenário antes do primeiro turno. A pauta foi diferente dos julgamentos anteriores, quase que totalmente focados nas campanhas presidenciais, principalmente Lula e Jair Bolsonaro.
Foram julgados casos regionais, como o que manteve a cassação da candidatura de Neri Geller e de José Roberto Arruda.
Fora isso, o presidente da corte, Alexandre de Moraes, defendeu o sistema eleitoral e a democracia, como fez em todos os julgamentos que capitaneou desde que assumiu a função.
A declaração de hoje ganhou mais força em virtude de um documento pago pelo PL, que espalha dúvidas sobre a segurança do sistema eleitoral. Moraes disse que “a Justiça Eleitoral garantirá que o exercício da democracia” e que as eleições são “limpas, seguras e transparentes”.
A manifestação desta quinta-feira, mais a dura nota divulgada ontem, mostram que o TSE não vai pegar leve com o PL, apesar de não ter muito o que fazer contra Valdemar Costa Neto e seus aliados.
Essa falta de resultados práticos pode ser considerada uma marca do TSE desde antes de Moraes. Para ficar apenas na gestão atual, a corte tentou combater violência política (leia aqui, aqui e aqui) com campanhas pela paz, em parceria com times de futebol.
Contra a desinformação que aumenta a cada eleição, os recursos usados pela corte ainda ficam aquém das armas das militâncias e não alcançam muitos brasileiros que são ludibriados com mentiras.

