Mesmo quebrada há anos, a outrora prestigiosa Universidade Gama Filho prossegue dando prejuízo aos contribuintes. Promotores do Rio descobriram evidências de que os responsáveis pela massa falida do Grupo Galileo, empresa de papel que controlava a Universidade, usaram essa carcaça empresarial para lavar dinheiro do esquema liderado pelo prefeito afastado Marcelo Crivella.
As investigações ainda estão no começo, mas um dos responsáveis já foi preso. Os promotores avançam no potencial uso ilegal dessa massa falida, que envolvia, segundo as provas, de corretoras de seguros a empresas de saúde. A carcaça da Gama Filho servia ao propósito de branquear dinheiro sujo, por meio de notas fiscais frias e outros tipo de simulação de serviços.
Antes de quebrar de vez e ser descredenciada pelo Ministério da Educação, a Gama Filho, por meio de uma operação estruturada pelo Banco Mercantil com dinheiro dos fundos de pensão Petros e Postalis, entre outros, deu um prejuízo estimado em R$ 100 milhões. Procuradores no Rio ainda investigam os beneficiários finais desses desvios, após receberem ajuda da hoje moribunda Força-Tarefa Greenfield – aquela responsável por apurar crimes nos fundos de pensão.

