A presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), sofreu uma derrota amarga e particular com a indicação de Paulo Gonet à chefia da Procuradoria-Geral da República.
Em 2016, Gonet apresentou denúncia, aceita pelo Supremo Tribunal Federal, contra a deputada e seu então marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
A acusação era de que os dois haviam recebido ilegalmente 1 milhão de reais de um empresário do Paraná para a campanha de Gleisi ao Senado em 2010. À época, Gonet havia acusado os petistas de terem “ciência do esquema criminoso e da origem espúria das quantidades que receberam”. Dois anos depois, porém, Hoffmann e o ex-marido foram inocentados.
Hoffmann não esqueceu, muito menos perdoou. Segundo seus interlocutores, quando soube da possibilidade de ser seu algoz o indicado de Lula, lembrou o presidente do episódio e sugeriu ser um erro a indicação. Lula nada disse.

