Ricardo Lewandowski negou nesta terça-feira, 19, o pedido do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho para suspender o processo que o condenou a 13 anos e 9 meses de prisão.

A decisão praticamente enterra as chances de Garotinho concorrer nas eleições deste ano. As pesquisas divulgadas até o momento o colocavam com chances de disputar o segundo turno para o Palácio Guanabara.

Garotinho foi condenado por compra de votos nas eleições de 2016, no município de Campos dos Goytacazes, reduto eleitoral da família. Ele e outros réus foram denunciados com base nas provas obtidas na Operação Chequinho. O Ministério Público decidiu dividir as denúncias em processos diferentes, conforme a participação de cada acusado.

No STF, o ex-governador tentava conseguir o benefício concedido a um desses réus, em que a Suprema Corte anulou as provas que a investigação levantou contra ele. Para Lewandowski, não havia possibilidade de estender a decisão a Garotinho, o que manteve a condenação do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.

Apesar de não concorrer, Garotinho pode tentar novos recursos na ação eleitoral para reverter a pena de prisão. A defesa dele não foi encontrada para comentar os próximos passos.

União traição

Independentemente da decisão do STF, o União Brasil não queria que Garotinho participasse da disputa ao Palácio Guanabara. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que foi “traído” pelo partido, que irá apoiar Cláudio Castro à reeleição.

“Eu não fui covarde, eu fui traído. Quero deixar isso bem claro. (…) Eu não tirei a minha candidatura. Ela me foi tirada pela direção nacional do partido, que fez um acordo com o atual governador Cláudio Castro”, afirmou.

O ex-governador afirmou que vai analisar nos próximos dias se vai disputar o cargo de deputado federal ou estadual, as únicas opções que o União Brasil lhe ofereceu.