Uma investigação contra Neri Geller no âmbito da Operação Capitu pode entrar numa enxurrada de ações por corrupção contra parlamentares a caminho da Justiça Eleitoral. O caso sobre desvios no Ministério da Agricultura está empatado no TRF-1 em dois a dois. Falta o voto do juiz federal convocado Marllon Sousa, que pediu vista do processo.
Uma fonte próxima ao caso disse ao Bastidor que Geller “está muito confiante” de que seu caso irá para a Justiça Eleitoral porque Sousa é conhecido por ser garantista e técnico em suas decisões.
A Operação Capitu foi deflagrada com base em delações que apontaram pagamentos de R$ 30 milhões pela JBS ao MDB para manter um esquema de corrupção na Agricultura. Geller foi preso em novembro de 2018 juntamente com outros acusados, como Joesley Batista e Ricardo Saud, sócio e ex-diretor da J&F, respectivamente.
O parlamentar é vice-presidente da Frente Parlamentar Agropecuária e membro da comissão de agricultura da Câmara. Geller, que chefiou o Ministério da Agricultura (2014-2015), tem o apoio do também ex-ministro e produtor de soja Blairo Maggi a sua pré-candidatura ao Senado por Mato Grosso.

