O advogado do deputado Daniel Silveira, que foi multado em 10 mil reais por litigância de má-fé, foi responsável pelo atraso de quase uma hora e meia para o início da sessão que vai julgar o caso do parlamentar, acusado de fazer ameaças contra ministros do STF.

No início da sessão, Luiz Fux fez questão que constasse na ata o motivo do atraso. Segundo ele, o advogado se recusou a cumprir os protocolos de acesso à Corte, adotados com o início da pandemia. Para entrar no prédio em Brasília, os visitantes devem apresentar comprovante de vacinação ou realizar um exame de covid-19. O representante do deputado se negou.

Foi oferecido ao advogado a possibilidade de fazer a sustentação oral por videoconferência, mas ele também se negou a essa possibilidade. Depois da confusão, cedeu e fez o exame.

Ele ainda apresentou uma petição em que pedia a suspeição de todos os ministros da Corte, exceto Nunes Marques e André Mendonça, indicados por Jair Bolsonaro.

O plenário negou a suspeição por unanimidade. Fux também determinou que o comportamento do advogado fosse comunicado à OAB, para que seja apurada a conduta dele diante das restrições na Corte.